Acusações relacionadas à frota de ônibus na eleição presidencial foram analisadas.

A Câmara Municipal de São Paulo arquivou, na terça-feira (3), um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), acusado de descumprir uma determinação da Justiça Eleitoral de disponibilizar toda a frota de ônibus da capital durante o segundo turno da eleição presidencial.
O relatório, apresentado pelo vereador Major Palumbo (PP), contrário à abertura do processo, foi aprovado com cinco votos favoráveis e dois contrários na comissão especial que analisou a denúncia, presidida pelo vereador Rubinho Nunes (União). A representação, protocolada pelos vereadores do PSOL Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, alegava infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade relacionados ao transporte público em 25 de outubro.
✨ O relator do procedimento indicou que não há elementos suficientes que demonstrem a redução deliberada da circulação de ônibus ou a obstrução do acesso dos eleitores às urnas.
A denúncia foi apresentada após a Justiça Eleitoral ordenar que a prefeitura disponibilizasse a frota de transporte coletivo equivalente a um dia útil, uma vez que havia acusações de que a administração municipal operava apenas com cerca de 60% da frota no segundo turno. Nunes respondeu, afirmando que 8.814 ônibus estavam circulando, correspondendo a 71% da frota total aproximada de 12 mil veículos. Ele ainda destacou que a notificação judicial foi repassada às concessionárias pouco após a comunicação e que a oferta de transporte superou a demanda naquele domingo.
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