Câmara dos Deputados forma comissão para discutir jornada de trabalho
Análise da PEC que encerra escala 6x1 inicia com 37 nomes inscritos

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou a criação de uma comissão especial para avaliar a proposta de emenda à Constituição que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. O ato foi publicado no Diário Oficial da Casa nesta sexta-feira, 24.
A nova comissão contará com 37 membros titulares e 37 suplentes, mas ainda não foi designado um relator para a proposta. Nos bastidores, há discussões sobre a manutenção de Paulo Azi (União-BA) como relator, apesar do governo favorecendo uma substituição.
✨ Paulo Azi já elogiado por colegas do Centrão, é visto como um nome forte para a relatoria.
Azi foi responsável por elaborar o parecer que reconheceu a admissibilidade da proposta em questão durante a Comissão de Constituição e Justiça, parecer este aprovado na última quarta-feira. Ele incluiu sugestões sobre transição para a nova jornada e compensações fiscais para empresas que poderiam enfrentar custos adicionais.
Atualmente, duas propostas de emenda à Constituição (PECs) estão sendo consideradas, uma cada por Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), ambas visando reduzir a jornada trabalhista de 44 para 36 horas por semana. A proposta de Erika se diferencia ao sugerir a escala 4x3, que corresponde a quatro dias de trabalho seguidos de três dias de folga.
Além das PECs, um projeto de lei com urgência constitucional enviado pela administração do presidente Lula também visa reduzir a jornada semanal para 40 horas, incluindo dois dias de descanso. Essa estratégia visa priorizar o debate sobre a jornada de trabalho, um dos pontos centrais das políticas do governo neste ano.
Contexto
Motta optou pela análise através de emenda constitucional para garantir que o Legislativo liderasse o discurso sobre a reforma da jornada de trabalho. As comissões especiais têm um prazo regulamentar de 40 sessões para elaborar um relatório, mas o presidente da Câmara demonstrou desejo de votar a proposta até o final de maio.
Durante os encontros da comissão, os deputados têm a oportunidade de sugerir audiências com especialistas e propor mudanças no texto-base da PEC.
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