Ministro Mendonça tenta influenciar eleições, mas Lula registra forte desempenho nas pesquisas

O primeiro mês da campanha eleitoral de 2026 foi marcado por dois eventos significativos: a interferência do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na disputa presidencial e a resistência política do presidente Lula, que permaneceu à frente nas pesquisas.
Mendonça, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, foi sorteado como relator das investigações sobre fraudes no INSS e crimes do Banco Master, atuando com uma perspectiva que favorecia claramente Flávio Bolsonaro, enquanto prejudicava Lula. Durante a pré-campanha, relatórios sobre as investigações vazaram seletivamente, enquanto informações que poderiam comprometer o candidato Flávio foram mantidas em segredo.
✨ Lula mantém cerca de 40% dos votos totais e 45% dos válidos nas pesquisas entre 7 e 14 de setembro, enquanto Flávio se aproxima dos 35%.
A tentativa de interferência de Mendonça também se refletiu em sua dinâmica de liberação de diligências, onde mostrou critérios diferentes ao tratar figuras do PT e do círculo bolsonarista, retardando ações contra Flávio. Além disso, bloqueou investigações relacionadas a aliados da família Bolsonaro, acentuando a percepção de sua parcialidade.
O clima político se intensificou quando Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sinalizando sua intenção de interferir no processo eleitoral. Após essa medida, a opinião pública começou a se voltar contra o ministro, e Lula aproveitou a oportunidade, solicitando a quebra do sigilo das investigações relacionadas a Flávio.
Apesar das tentativas de deslegitimar sua campanha, Lula demonstrou resiliência, consolidando sua posição em diversas pesquisas, onde as intenções de voto mostraram uma polarização crescente. O cenário agora se desenha como uma disputa mais acirrada entre Lula e Flávio.
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Jornalista especializado em Política




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