Ana Cabral destacou a importância de incluir especialistas no colegiado que define as diretrizes do setor.

A CEO da Sigma Lithium, Ana Cabral, expressou a necessidade de que o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) não funcione de forma autocrática, destacando a importância da participação de especialistas e do setor mineral nas suas decisões.
Em entrevista ao CNN Money, nesta terça-feira (29), Cabral afirmou que a definição dos poderes e funcionamento do CIMCE será crucial para a aplicação da nova política mineral. "Você não pode criar um conselho autocrático. O conselho tem que ser composto por partes do setor e do regulador, que não possa autocraticamente definir assuntos muito técnicos", declarou.
✨ A nova lei sancionada em 16 de setembro criou o CIMCE, que terá autoridade sobre projetos e operações consideradas estratégicas, além de mudanças de controle societário.
Cabral avaliou positivamente a criação de incentivos à cadeia de minerais críticos, mas mencionou que os valores atuais ainda são baixos em comparação com os programas de outros países. A nova política propõe créditos fiscais e obrigações de investimento em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas incluídas.
Sobre a controvérsia judicial relacionada às licenças ambientais do complexo Grota do Cirilo, operação da Sigma em Minas Gerais, Cabral declarou que a empresa já recorreu da suspensão das licenças e defende que suas atividades não estão dentro da área de influência da Comunidade Quilombola local.
Com algumas licenças suspensas, a CEO contestou a validade das ações da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e afirmou que, enquanto a questão tramita na esfera federal, as operações da Sigma continuam normalmente.
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Jornalista especializado em Política




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