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política
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CNJ aprova contracheque único para todos os juízes do Brasil

Medida visa aumentar a transparência e a fiscalização dos pagamentos.

Tiago Abech26 de maio de 2026 às 11:20
CNJ aprova contracheque único para todos os juízes do Brasil

Na última terça-feira (26), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, de maneira unânime, que a implementação do 'contracheque único' será obrigatória para todos os juízes do Brasil. Essa medida busca aumentar a fiscalização sobre os salários dos magistrados em resposta à recente limitação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre pagamentos extras a servidores públicos.

Com a nova resolução, juízes só poderão receber um único documento que detalha todos os seus proventos, evitando folhas adicionais.

A iniciativa surge em um contexto em que o STF limitou a concessão de indenizações que poderiam levar os salários a ultrapassarem o teto constitucional, que é equivalente ao vencimento dos ministros do STF, fixado atualmente em R$ 46.366,19.

Objetivos da Proposta

De acordo com Edson Fachin, presidente do CNJ, a adoção do contracheque único é essencial para garantir a transparência nas remunerações do Judiciário. Fachin enfatizou que, ao obrigar a divulgação clara dos salários, a credibilidade da Justiça é fortalecida, afastando dúvidas sobre a legitimidade dos recebimentos.

"

Mostrar à sociedade o que recebemos com clareza é a melhor forma de defender nossa legitimidade e aumentar a credibilidade.

Além disso, a resolução chamativa ainda abrange outras diretrizes, como a proibição de contracheques complementares e a padronização dos nomes e valores mostrados nos documentos, que deverão ser discricionários e claros.

Principais mudanças

Os juízes passarão a receber um corte mensal único em seus contracheques, que deve incluir: a proibição de documentos suplementares, padronização na descrição dos valores, e a especificação do valor líquido recebido.

Com esta reforma, Fachin assegurou que a prática de manter registros fragmentados em múltiplas folhas de pagamento contraria a transparência e complica a verificação do cumprimento do teto salarial estabelecido pela Constituição.

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