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política
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Comissão na Câmara visa reduzir jornada de trabalho no Brasil

Presidida por Alencar Santana, grupo apresentará relatório até maio.

Tiago Abech28 de abril de 2026 às 16:10
Comissão na Câmara visa reduzir jornada de trabalho no Brasil

Nesta terça-feira, 28, o presidente da Câmara, Hugo Motta, informou sobre a liderança da nova comissão especial que se debruçará sobre propostas para abolir a escala de trabalho 6×1 no Brasil. Os deputados Alencar Santana e Leo Prates assumem, respectivamente, as funções de presidente e relator da comissão, composta por 37 membros titulares e 37 suplentes.

A Comissão de Constituição e Justiça já havia considerado admissível a proposta na semana passada. Motta anunciou que a estrutura do colegiado será formalizada nesta quarta-feira, 29, com a expectativa de completar seus trabalhos até o final de maio, quando o texto final deve ser levado ao plenário para votação.

Ainda segundo o regimento interno, essa comissão terá até 40 sessões para concluir o relatório. Contudo, Motta se mostrou decidido a acelerar a discussão e levar o tema a votação antes do fim de maio. Durante o processo, os deputados poderão solicitar audiências com especialistas e propor alterações ao texto original da proposta de emenda constitucional (PEC).

O presidente do colegiado, Alencar Santana, defende que a redução na jornada de trabalho pode melhorar o desempenho dos trabalhadores.

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O trabalhador estará mais disposto em ambiente de trabalho para colaborar e poder servir o seu trabalho e desempenhar melhor a sua função

Alencar Santana

Em paralelo, tramitam na Câmara duas propostas que buscam reduzir a carga semanal de 44 para 36 horas, apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton. Esta última sugere uma nova escala de trabalho de 4×3. Além disso, um projeto de lei do governo Lula propõe uma atualização para 40 horas semanais, garantindo ao menos dois dias de descanso.

Contexto

As discussões sobre a redução da carga horária de trabalho são uma prioridade do governo atual e refletem as mudanças no mercado de trabalho.

Diante dessas iniciativas, Motta optou pelo debate através de uma emenda constitucional, buscando garantir um maior controle do Legislativo sobre as propostas discutidas.

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