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política
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CPI do Crime Organizado adia votação de relatório para 14h

Senador Fabiano Contarato destaca necessidade de tempo para análise.

Fernanda Lima14 de abril de 2026 às 11:00
CPI do Crime Organizado adia votação de relatório para 14h

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado prorrogou para às 14h desta terça-feira o encerramento de seus trabalhos. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a decisão visa assegurar que todos os membros possam ter tempo suficiente para examinar o relatório, que ultrapassa 200 páginas.

Contarato explicou que a primeira versão do documento foi disponibilizada às 5h38 e uma revisão foi apresentada pouco depois, às 9h28. O relatório final, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propõe o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relatório aponta indícios de crimes de responsabilidade dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Durante o encontro desta tarde, está prevista a leitura de um resumo do relatório. Ao ser questionado por jornalistas sobre a ausência de pedidos de indiciamento de outras pessoas, como o banqueiro Daniel Vorcaro, Vieira alegou que a CPI não conseguiu reunir provas suficientes para crimes comuns.

Impacto do Indiciamento

Se o indiciamento for aprovado, será um pedido formal para iniciar um processo de impeachment contra as autoridades mencionadas. Esse processo é conduzido no Senado e está vinculado à natureza política dos crimes de responsabilidade.

Os parlamentares devem decidir ainda hoje se acatam as recomendações e indiciamentos sugeridos pelo relator. A previsão é que a votação seja realizada ainda nesta terça-feira, data marcada para o encerramento dos trabalhos da CPI.

A TV Globo buscou comentários do STF e dos ministros a respeito dos pedidos de indiciamento, mas ainda não recebeu retorno, enquanto a PGR informou que não irá se pronunciar sobre o assunto.

Vieira ressalta que a CPI enfrentou desafios significativos, como a falta de recursos e barreiras políticas, especialmente quando investigava figuras influentes da política brasileira. Ele argumenta que, em casos que fogem dos métodos convencionais de investigação, é apropriado concentrar-se nos fatos e indivíduos que poderiam estar comprometendo a integridade da Constituição.

Crimes de responsabilidade podem levar à perda do cargo ou inelegibilidade.

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