Davi Alcolumbre prioriza vetos e evita CPMI do Banco Master
Análise de vetos à dosimetria marca sessão do Congresso em abril

Parlamentares aliados ao governo suspeitam que a urgência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em pautar a análise dos vetos à dosimetria esteja ligada a um entendimento com a oposição para evitar a criação da CPMI do Banco Master.
Conhecido como 'PL da Dosimetria', o projeto em questão contempla a redução das penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros envolvidos em atos golpistas, incluindo os acontecimentos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. O presidente Lula vetou integralmente essa proposta.
Sessão programada
Alcolumbre anunciou que a discussão sobre estes vetos será o único item na agenda da sessão do Congresso marcada para 30 de abril, indicando que não haverá espaço para a leitura da proposta de criação da CPMI do Banco Master. De acordo com informações de aliados, essa é uma sinalização clara de que o presidente do Senado prefere evitar essa pauta.
✨ O líder da Oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou que concorda em limitar a pauta da sessão apenas aos vetos, comprometendo-se a não pressionar pela instalação da CPMI.
Carlos Portinho, líder do PL, corroborou a possibilidade de um acordo, destacando a necessidade de uma resposta para os casos de pessoas detidas. Lindbergh Farias, vice-líder do governo, enfatizou que não existe acordo em relação à CPMI e indicou que pressionará pela sua abertura.
Representantes de Alcolumbre negam que haja um pacto com a oposição, afirmando que seu gesto para evitar a CPMI não exclui o apoio à indicação de Jorge Messias para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após meses de espera, a pauta de Messias será analisada um dia antes da sessão que tratará dos vetos.
✨ A votação do PL da Dosimetria poderá fornecer uma resposta política tanto ao governo quanto à oposição, conciliando interesses de ambos os lados.
Atraso na indicação de Messias
O envio da indicação de Messias pelo Palácio do Planalto ao Senado foi uma operação longa e marcada por conflitos, levando quatro meses para ser finalizada. Durante este período, Alcolumbre criticou publicamente a inércia do governo em enviar a documentação necessária.
Em 1º de abril, a mensagem chegou ao Senado, levando a uma avaliação de que o momento era favorável para que a proposta não fosse adiada, especialmente considerando a pressão existente pela criação da CPMI do Banco Master.
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