Decisão judicial protege Erika Hilton de ação por danos morais
Juiz rejeita indenização de 500 mil reais solicitada por ONG.

O juiz Giordano Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, tomou uma decisão favorável à deputada Érika Hilton (PSOL-SP) ao rejeitar um pedido de indenização de 500 mil reais feito pela ONG Mátria, decorrente de uma publicação da parlamentar.
A ação foi negada na última sexta-feira, 17 de setembro, e envolveu uma postagem na qual Érika se referiu às mulheres que a criticavam nas redes sociais como "imbeCIS", uma referência ironica a grupos feministas que atacaram sua eleição como presidenta da Comissão dos Direitos das Mulheres na Câmara.
✨ Juiz determina que declarações da deputada estão protegidas por imunidade parlamentar.
A ONG alegou que a declaração da deputada feriu mulheres que critiquem teorias sobre gênero em sua cidadania. Além de pedir a indenização, a organização também solicitou uma retratação pública de Hilton. Contudo, o juiz determinou que as manifestações da deputada estão resguardadas pela imunidade parlamentar.
O juiz Costa considerou que a ação da Mátria visava intimidar e constranger a parlamentar, apontando que a tentativa de processá-la era motivada por discordâncias ideológicas, e assim, não tinha fundamento para ser considerada ilícita.
""Uma ação que visa 'calar' um parlamentar por defender suas posições encontra óbices intransponíveis tanto no mérito quanto na proteção constitucional da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar", afirmou o juiz.
A organização Mátria já anunciou que irá recorrer da decisão judicial.
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