Falta de recursos e comprometimento nas candidaturas estaduais complicam campanha presidencial em meio a forte oposição de Lula.

A menos de um mês das eleições, o PL no Nordeste enfrenta disputas internas relacionadas à falta de recursos e material de campanha, além do baixo empenho de candidaturas estaduais em prol do projeto presidencial liderado por Flávio Bolsonaro.
Esses impasses surgem enquanto Flávio busca fortalecer a presença do bolsonarismo na região, que tradicionalmente apoia Lula. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro venceu na região com 12,5 milhões de votos de vantagem, um fator que contribuiu para sua vitória nacional.
✨ Na Bahia, candidatos relatam dificuldades para obter recursos e material de campanha, evidenciando a crise na sigla.
As dificuldades refletem os diferentes arranjos do PL, que apresentou candidatos ao governo em alguns estados e, em outros, aliou-se a adversários sem garantias de reciprocidade política. Na Alagoas, Flávio iniciou sua campanha no Nordeste, logo após o estado ter sido o único na região a ser conquistado por Bolsonaro no segundo turno de 2022, porém, sem a presença de aliados significativos nos eventos.
Em Sergipe, a divisão interna da sigla conduziu Flávio a retirar seu apoio a certos postulantes ao Senado, em meio a acusações de traição e disputas sobre recursos de campanha. Enquanto isso, na Bahia, o presidente estadual do PL, João Roma, enfrenta críticas por não apoiar abertamente Bolsonaro, o que tem causado desconforto entre os integrantes da sigla.
Os conflitos nos diretórios estaduais também se tornaram evidentes no Ceará, onde o PL formou uma aliança com Ciro Gomes, mas essa união gerou resistência entre a ala ideológica da sigla. As pesquisas indicam que Lula mantém uma clara vantagem no Nordeste, o que leva a equipe de Flávio a focar esforços para reverter esse cenário nas próximas semanas.
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Jornalista especializado em Política




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