Levantamento indica que um terço dos doadores de Flávio também apoiaram Jair Bolsonaro em 2022.

Um levantamento mostra que mais de um terço dos doadores de campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) também financiaram a candidatura de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de 2022. Em contrapartida, Lula (PT) manteve apenas oito financiadores do pleito anterior, que representam 1,4% de todas as pessoas físicas que contribuíram para a campanha do petista neste ano.
No caso de Flávio, dezenove doadores fizeram depósitos superiores a R$ 100 mil. Dentre eles, treze realizaram as doações após o primeiro turno das eleições, que ocorreu em 4 de outubro. A maioria dos contribuintes é composta por empresários, presidentes de empresas e executivos ligados ao agronegócio.
✨ Os maiores doadores de Flávio Bolsonaro incluíram Alexandre Grendene Bartelle, bilionário e cofundador da Grendene, Fernando de Castro Marques, presidente da farmacêutica União Química, e Gilson Lari Trennepohl, dono da Stara, empresa de máquinas agrícolas.
Do lado de Lula, os doadores recorrentes são próximos do governo, incluindo ex-ministros e assessores especiais, com contribuições variando de R$ 1 mil a R$ 27 mil. Esses apoiadores têm um histórico de doações de valores reduzidos em comparação aos financiadores de Flávio.
O levantamento, realizado pelo g1, baseou-se em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As doações feitas a candidatos devem ser identificadas e rastreáveis, e a doação por parte de empresas é proibida.
A prestação de contas completa para o primeiro turno deve ser encaminhada até 3 de novembro, enquanto as informações sobre o segundo turno podem ser enviadas entre 26 de outubro e 14 de novembro.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política




Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a campanha de 2026 em São Bernardo do Campo e aparece à frente no primeiro turno, enquanto pesquisas indicam disputa mais apertada em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Senador participou do debate do segundo turno contra Lula na Band.

Ricardo Villas Bôas Cueva exige que campanha detalhe fatos alegados em 72 horas.

Operação teve como alvo Raimundo Cutrim, apontado pela investigação como fonte do jornalista Luís Pablo; medida foi solicitada pela Polícia Federal e teve parecer favorável da PGR.