Alegações incluem compra de votos e propaganda enganosa nas eleições do Rio de Janeiro.

A campanha de Eduardo Paes (PSD) entrou com um pedido na Justiça Eleitoral para que a chapa de Douglas Ruas (PL), atual governador do Rio de Janeiro, seja cassada. As acusações incluem compra de votos, coação de eleitores e disseminação coordenada de propaganda eleitoral enganosa.
Na representação protocolada no TRE, a coligação de Paes destaca que houve uma estratégia para induzir os eleitores a votarem de maneira inválida, o que poderia interferir no resultado da eleição. Os advogados pedem a cassação do registro ou dos diplomas de Ruas e da sua vice, Fernanda Louback (PL), além da anulação dos votos e a declaração de inelegibilidade por oito anos.
✨ Mais de 204,3 mil eleitores registaram votos digitando o número 13, uma evidência da estratégia de desinformação, segundo os advogados de Paes.
Um dos principais argumentos apresentados é relacionado à distribuição de materiais impressos que, conforme a campanha de Paes, associavam o candidato do PSD ao número 13, utilizado pelo PT. A coligação afirma que esses materiais foram utilizados para induzir os eleitores a registrar votos inválidos.
Os advogados de Paes também mencionam que, se esses votos fossem computados corretamente, Ruas não teria alcançado a maioria necessária para vencer no primeiro turno. Ele foi declarado vencedor com 4.271.199 votos, representando 50,88% dos votos válidos, enquanto Paes recebeu 3.706.984 votos (44,16%).
A representação inclui acusações sobre a utilização de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para financiar informações falsificadas, além de relatos de possíveis ofertas de dinheiro para troca de votos em diversos municípios fluminenses.
Os advogados de Paes qualificaram todos esses episódios como parte de uma "estratégia coordenada de desinformação" e pedem o compartilhamento de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Eleitoral relacionadas às denúncias.
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