Com 21% de mulheres, Congresso demonstra crescimento, mas desafios permanecem.

As eleições de 2026 refletiram um marco histórico com a maior presença feminina no Congresso Nacional, agora composto por 21% de mulheres, totalizando 109 deputadas e 18 senadoras. Este aumento é significativo em relação à legislatura anterior, destacando que o Senado nunca teve tantas mulheres eleitas simultaneamente.
Entretanto, essa proporção ainda está distante do ideal, considerando que as mulheres representam 51,5% da população brasileira. Apesar do avanço, a sub-representação persiste em espaços de poder, agravada pela polarização política que divide opiniões sobre os direitos conquistados ao longo de décadas.
✨ O crescimento de candidaturas femininas resultou da pressão da sociedade civil e da implementação de leis para garantir essas candidaturas, como a cota de 30% estabelecida em 2009.
Apesar do aumento no número de mulheres no legislativo, a diversidade de visões impede a formação de uma bancada coesa voltada para a promoção dos direitos das mulheres. A análise das novas parlamentares revela um cenário diversificado, onde 48% se identificam com a direita, 43% com a esquerda e 9% ao centro.
Partidos como PT e PL se destacam pela quantidade de mulheres eleitas, sendo 25 do PT e 22 do PL. O PSOL, mesmo com apenas 8 deputadas, apresenta uma alta representatividade feminina com 57,1% em sua bancada.
No Senado, a presença de mulheres da extrema-direita, como Michele Bolsonaro, destaca um panorama desafiador em que essas novas senatoras podem operar contra os avanços em políticas de direitos reprodutivos e igualdade de gênero.
O processo eleitoral também mostrou a ascensão de candidatas jovens e progressistas, enquanto figuras conservadoras defendem ideais que podem retroceder os direitos conquistados. A disputa pela representatividade e pelas pautas feministas continua sendo central para a política brasileira.
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Jornalista especializado em Política

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