EUA propõem sobretaxa de 12,5% em produtos brasileiros alvo de trabalho forçado
Medida vem após denúncia sobre falhas na proibição do trabalho escravo no Brasil

O Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos do Brasil, alegando falhas no combate ao trabalho forçado em sua produção. A recomendação, feita nesta quarta-feira, 3, pelo embaixador Jamieson Greer, afeta 54 países e visa aumentar a pressão sobre aqueles que não impuseram ou aplicaram adequadamente proibições sobre a importação desses bens.
O relatório do USTR destaca que o Brasil carece de medidas eficazes para impedir a importação de produtos feitos com trabalho escravo, classificando essa omissão como 'irrazoável'. A pesquisa aponta que, embora o país tenha se comprometido a não adquirir itens oriundos de trabalho forçado, isso não equivale a uma proibição legal significativa.
✨ A proposta de sobretaxa ainda depende da decisão do presidente Trump e não será automática.
Além disso, a documentação menciona que, entre 2015 e 2025, as exportações de carne bovina congelada do Brasil para nações investigadas aumentaram quase 100%, em contraste com um crescimento de apenas 21% nas exportações dos Estados Unidos. O USTR adverte que o uso de trabalho forçado afeta não apenas a concorrência em produtos manufaturados, mas também impacta as exportações agrícolas norte-americanas.
Consultas e Audiências
A implementação das tarifas ainda passará por um período de consulta pública, com recebimento de comentários até 6 de julho. Audiências públicas também estão programadas para o dia seguinte.
Contexto
O trabalho forçado é um tema crítico na discussão sobre direitos humanos e comércio internacional, especialmente em setores como a agricultura e a pecuária.
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