Juiz também decreta prisão de ex-chefe do Banco Central, Carlos Carvallo.

Um juiz do Paraguai determinou neste sábado (7) a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, que sofreu impeachment na sexta-feira (6) devido ao escândalo envolvendo o fechamento do Ueno Bank. A medida foi decretada após o Ministério Público indiciar Peña e Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central.
O juiz Humberto Otazú justificou a prisão de Peña como necessária para garantir que ele permaneça no país durante o processo judicial. Este desdobramento agrava a crise política e financeira no Paraguai, que já provocou protestos em Assunção e impactou altos funcionários do governo, com ações de órgãos reguladores visando mitigar riscos ao sistema financeiro.
✨ Os promotores alegam que Peña utilizou seu cargo para favorecer o Ueno Bank, mantendo grandes quantias de dinheiro público depositadas na instituição, enquanto Carvallo é acusado de quebra de confiança e falsificação de documentos públicos.
Ricardo Preda, advogado de Peña, afirmou que seu cliente nega as acusações e confia em que a investigação resultará no arquivamento do caso. As denúncias contra o ex-mandatário podem resultar em penas de até 10 anos de prisão para cada uma das acusações.
Após o impeachment de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a presidência, completando o mandato até agosto de 2028. Já Carlos Carvallo, que renunciou ao cargo na semana passada em meio à crise, também está sob investigação.
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