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política
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Flávio Bolsonaro muda discurso sobre tarifa dos EUA após viagem

Senador tenta mitigar impacto de proposta que afeta produtos brasileiros

Carlos Silva02 de junho de 2026 às 10:45
Flávio Bolsonaro muda discurso sobre tarifa dos EUA após viagem

A recente proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros provocou uma mudança no discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora se apresenta como defensor dos interesses nacionais.

Após retornar de uma viagem a Washington, onde destacou a proximidade com o ex-presidente Donald Trump, Flávio passou a alegar que intercedeu junto ao governo americano para evitar novas sanções comerciais contra o Brasil.

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Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras.

Em uma entrevista concedida à Rádio Itatiaia, o senador enfatizou que a proposta ainda está em fase de consulta pública e sugeriu que o governo Lula (PT) aproveite esse tempo para negociar com Washington.

Flávio argumentou que é fundamental defender as empresas brasileiras para evitar sanções prejudiciais.

Essas declarações contrastam com a mensagem que Flávio havia transmitido anteriormente durante sua pré-campanha, onde se posicionou como um interlocutor privilegiado entre os dois países, afirmando que, sob sua liderança, não haveria retaliações comerciais.

Além disso, ele havia solicitado a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras durante uma de suas reuniões, o que culminou num reconhecimento oficial de Washington dias depois.

Agora, diante da resposta adversa à proposta de tarifas, o senador tenta desviar a responsabilidade pela tensão nas relações comerciais, carregando a culpa para o governo Lula ao dizer que o alvo político da tarifa é o governo petista, e não a produção nacional.

A mudança de abordagem acontece em um contexto delicado para a pré-campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente após revelações de mensagens comprometedoras relacionadas a transações financeiras.

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