Ministro argumenta sobre o impacto que a decisão de Andrei Mendonça pode ter na disputa política.

Nesta terça-feira (8), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou sua visão sobre a competência para decidir acerca do afastamento do diretor da Polícia Federal (PF), enfatizando que essa responsabilidade deve ser do plenário.
Mendes alertou que a ordem do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da PF, poderá promover um "desequilíbrio da disputa político-eleitoral".
✨ O julgamento da questão ocorre no plenário virtual da Segunda Turma do STF, e Mendes pediu mais tempo para análise, argumentando a necessidade de uma deliberação colegiada.
O ministro apresentou três argumentos centrais para justificar a transferência do caso para análise pelos 10 ministros do STF. Além de Mendonça, outros ministros, como Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, já se posicionaram a favor do afastamento.
Entre os argumentos, Mendes destacou que o relatório de inteligência da PF deveria ser tratado pelo plenário, já que foi produzido a partir de uma provocação de Alexandre de Moraes, que também pertence à Corte.
Mendonça havia decidido anteriormente que a análise da matéria ocorreria em plenário, em sessão pública e presencial, a ser agendada pela Presidência do STF. Nesse contexto, a Presidência está atualmente apurando o relatório, com um prazo estipulado que termina em 14 de setembro.
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Jornalista especializado em Política

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