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política
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Governo demite secretário após polêmica com a BYD

Luiz Felipe Brandão de Mello é desligado após incidente da 'lista suja'

Giovani Ferreira13 de abril de 2026 às 15:25
Governo demite secretário após polêmica com a BYD

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (13) a demissão de Luiz Felipe Brandão de Mello, secretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho. A decisão ocorre em meio a controvérsias relacionadas à publicação da 'lista suja' do trabalho escravo.

Recentemente, a 'lista suja' foi atualizada, incluindo 169 novos empregadores, totalizando 613 nomes. A montadora BYD, que teve seu nome incluído devido a condições de trabalho degradantes em suas obras na Bahia, conseguiu contestar sua inclusão e foi retirada do cadastro por meio de um mandado de segurança.

Contexto da Exclusão da BYD

A inclusão da BYD no cadastro se refere a uma operação realizada em dezembro de 2024 em Camaçari (BA), onde 163 trabalhadores chineses foram encontrados sob condições inadequadas, através de uma empresa terceirizada. No entanto, o juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros, da 16ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu uma decisão liminar que suspendeu a inclusão até a decisão final do processo.

A decisão de demitir Brandão gerou reações de entidades do setor, que veem a exoneração como uma possível interferência política nas ações de fiscalização.

A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Anafitra) criticou a demissão em comunicado, sugerindo que o Ministério do Trabalho, dirigido por Luiz Marinho, estaria influenciando indevidamente o trabalho de fiscalização.

Chegada da BYD ao Brasil

A BYD iniciou suas operações no Brasil no início de 2026, como parte dos esforços de reindustrialização do governo de Lula. Sua primeira fábrica de veículos de passeio foi inaugurada em outubro de 2025, com investimento de 5,5 bilhões de reais e a perspectiva de se tornar o maior complexo industrial da empresa fora da Ásia.

Este projeto prevê a produção inicial de 150 mil veículos por ano, com potencial para expandir até 300 mil na fase seguinte.

Até o fechamento desta reportagem, o Ministério do Trabalho não havia se manifestado oficialmente sobre a demissão de Brandão e o caso da BYD.

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