Acordo bilionário visa a recuperação financeira do Banco de Brasília

O governo do Distrito Federal está se preparando para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado à recuperação do Banco de Brasília (BRB), conforme relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU).
Uma análise técnica do TCU indicou que este tipo de operação não deveria ser examinada pelo órgão, uma vez que o BRB está diretamente vinculado ao governo local e não à União. Por isso, o TCU deve descartar a representação que pedia investigação a respeito do empréstimo.
O financiamento será obtido através do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com a participação dos principais bancos públicos e privados como garantidores. Como contrapartida, o governo disponibilizou os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
✨ A contragarantia implica que, caso o governo não consiga pagar, os bancos poderão usar os fundos do FPE e FPM para recuperar os valores.
O BRB atravessa uma grave crise devido a operações problemáticas realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, cujo valor totaliza R$ 30 bilhões. Investigação da Polícia Federal revelou um suposto esquema de fraudes financeiras que, em novembro de 2025, levou à prisão do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa.
Estima-se que R$ 8,8 bilhões dos créditos adquiridos são títulos fraudulentos ou sem valor. O governo, por sua vez, acredita que pode arrecadar R$ 2,2 bilhões por outras ações, mas ainda requer o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para equilibrar suas contas.
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