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política
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Hugo Motta prioriza debate sobre o fim da escala 6x1 em 2026

CNI alerta para impactos econômicos da proposta de mudança

Gabriel Azevedo28 de abril de 2026 às 19:45
Hugo Motta prioriza debate sobre o fim da escala 6x1 em 2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que a discussão sobre a eliminação da jornada de trabalho 6x1 será uma das principais pautas legislativas para o ano de 2026.

Uma preocupação crescente entre representantes empresariais foi destacada com a entrega de um manifesto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que, junto com federações e associações, criticou as propostas que visam acabar com essa modalidade de trabalho.

Instalação da Comissão Especial

A Comissão Especial encarregada de analisar esse tema será formada nesta quarta-feira (29), com o deputado Alencar Santana (PT-SP) na presidência e Léo Prates (Republicanos-BA) como relator.

CNI estima que a mudança pode acarretar um aumento de até R$ 267 bilhões anuais nos custos com empregados formais.

No manifesto, a CNI adverte que a proposta de reduzir a jornada pode causar danos significativos à economia e ao mercado de trabalho, afetando tanto os investimentos quanto a formalização de novos empregos. A entidade enfatiza que a competitividade já enfrenta obstáculos devido a altos custos de produção e insegurança jurídica.

Propostas de Mudança e Abertura ao Diálogo

O relator do projeto ficará encarregado de sintetizar uma proposta a partir das sugestões apresentadas por Érika Hilton (Psol-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), mas poderá criar um texto totalmente novo, desde que tenha o apoio da maioria dos 38 membros da comissão.

Motta se comprometeu a promover a votação da PEC no plenário em maio, em homenagem ao Dia do Trabalhador. Contudo, reiterou a necessidade de ouvir todos os setores produtivos antes de concluir o texto final.

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Não será a vontade de um partido que prevalecerá. Será a vontade média da casa - Hugo Motta

A Indústria no Debate

Na mensagem ao presidente da Câmara, a CNI reforçou que alterações significativas na legislação trabalhista devem ser pautadas por evidências e diálogo técnico, buscando um equilíbrio que fortaleça o ambiente de negócios, crie mais oportunidades de emprego e assegure a sustentabilidade econômica a longo prazo.

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