Instituições financeiras destacam aumento de riscos na economia brasileira

Uma nova pesquisa realizada pelo Banco Central, divulgada nesta quinta-feira (3), revelou um aumento significativo na preocupação das instituições financeiras em relação aos riscos fiscais. A porcentagem de instituições que consideram o risco fiscal como o mais relevante passou de 27% em maio para 34% em agosto.
Além disso, o risco de inadimplência também se tornou mais destacado, subindo de 21% para 26% nesse mesmo período. Em contraste, a porcentagem de instituições que veem o risco internacional como o principal caiu de 24% para 20%, indicando uma mudança nas prioridades relacionadas à estabilidade econômica.
Os dados foram coletados entre 2 e 28 de julho de 2026, refletindo a opinião de instituições financeiras sobre a saúde da economia.
O levantamento indica que o crescimento da dívida pública e o déficit primário são fatores cruciais que levam as instituições a classificar o risco fiscal como prioridade. A alta taxa de endividamento de famílias e empresas em um ambiente de juros elevados também contribui para o aumento das preocupações com a inadimplência.
No cenário internacional, o Banco Central ressaltou as constantes inquietações relacionadas ao conflito no Oriente Médio e como isso pode impactar a inflação no Brasil.
✨ O índice de confiança no Sistema Financeiro Nacional (SFN) caiu pela sétima vez consecutiva, reduzindo de 71,79 pontos em maio para 71,15 em agosto.
O Banco Central observou que, apesar da queda, a confiança geral permanece alta, embora a diminuição na margem possa sugerir incertezas sobre a continuidade da estabilidade.
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Jornalista especializado em Economia

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