Lula deve postergar indicação ao STF até após eleições
Assessores indicam tensão entre o presidente e o Senado

O presidente Lula (PT) está inclinado a adiar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal até o fim das eleições. A manobra é resultado de tensões persistentes entre ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Aliados de Messias acreditam que a tramitação de nove propostas consideradas ‘pautas-bomba’ no Senado é um indicativo da resistência de Alcolumbre em melhorar as relações com o Palácio do Planalto. Na última quarta-feira, um acordo foi firmado entre o governo e a Câmara dos Deputados para encerrar um projeto que envolve dívidas rurais, com um custo projetado de até 140 bilhões de reais ao longo de 13 anos.
Este acordo gerou descontentamento na presidência do Senado, e há uma expectativa de retaliação por parte de Alcolumbre. O próximo passo político ainda é incerto, mas a situação pode complicar ainda mais a relação entre as casas legislativas.
Caso Lula consiga se reeleger em outubro, ele poderá nomear até quatro novos ministros para o STF até 2030. Atualmente, Gilmar Mendes poderá permanecer até dezembro de 2030, Cármen Lúcia deve deixar o cargo até abril de 2029 e Luiz Fux se aposentará em abril de 2028. Além disso, há uma vaga aberta após a aposentadoria de Luis Roberto Barroso no ano passado.
Se Lula for reeleito, a composição do STF poderá ter oito ministros indicados por gestões do PT, com exceção das nomeações de Alexandre de Moraes, feita por Michel Temer, e Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos por Jair Bolsonaro.
✨ A relação entre Lula e Alcolumbre está fragilizada, impactando futuras nomeações no STF.
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