Dívida pública atinge 11,1 trilhões de reais, 83% do PIB.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma série de reuniões nesta quinta-feira para debater a política fiscal do governo visando 2027. O país enfrenta pressão para desenvolver um plano que contenha a crescente dívida pública, que chegou a 11,1 trilhões de reais em setembro, representando quase 83% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais alto desde março de 2021 durante a pandemia.
Após as reuniões, o ministro da Fazenda, Daril Durigan, anunciou que apresentará um pacote de medidas a Lula, no entanto, isso ocorrerá apenas após o dia 16 de novembro, já que o presidente viajará para compromissos na Turquia e nas Filipinas na próxima semana. Durigan sinalizou a intenção de manter os compromissos fiscais e aprimorar a situação das contas públicas.
✨ O aumento da dívida pública sob a gestão de Lula foi de 10 pontos percentuais em relação ao PIB, passando de 72% para 82%.
O ministro enfatizou a relevância de garantir a qualidade dos gastos públicos e priorizar as promessas de campanha, para que a população sinta o impacto das políticas implementadas. As promessas incluem ajuste no Bolsa Família, iniciativas do Desenrola 3.0, apoio financeiro para universitários e programas para microempresas, tudo somando impactos significativos nas finanças do governo. Contudo, a proibição das betes resultou na redução da receita pública.
Com a expectativa de dificuldades na arrecadação de recursos para cumprir obrigações fiscais em 2027, Durigan alertou para a necessidade de um controle eficiente das expectativas do mercado financeiro, incluindo a busca por um pacto com este setor para estabilizar a taxa de juros, a qual impacta fortemente a dívida pública. O governo procura equilibrar as metas fiscais com a continuidade de projetos sociais.
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Jornalista especializado em Política




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