Presidente brasileiro planeja discurso na Assembleia Geral da ONU focado em paz e apoio a políticas sociais.

A menos de uma semana de sua viagem a Nova York para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto. Durante o encontro, realizado na quarta-feira (16), Lula expressou sua intenção de levar para a ONU uma cobrança pela paz.
O evento contou com a presença de pastores brasileiros e americanos, incluindo uma pastora cubana, assim como o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a primeira-dama, Janja da Silva, que assumiu um papel importante na organização da reunião.
"Eu tenho uma causa. Que é brigar de forma desaforada para que a gente consiga acabar com a dificuldade no planeta Terra. Essa é a minha briga. E essa briga vai fazer parte do meu discurso na ONU.
✨ Lula deverá discursar na 81ª Assembleia Geral da ONU, que se inicia na próxima terça-feira (22). O Brasil tradicionalmente é o primeiro a se pronunciar entre os países.
Preparando seu discurso, Lula tem se reunido com a equipe de assessoria internacional do Palácio do Planalto. Ele adiantou a intenção de cobrar dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que incluem os Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.
Lula afirmou: "França, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia e China. Cinco pessoas que poderiam acabar com todas as guerras. Que poderiam não começar nenhuma guerra. Mas são eles que começam as guerras. São eles que produzem armas. São eles que vendem armas."
Ao discutir religião, enfatizou que as igrejas podem ser agentes de paz e esperança, mas alertou que não devem ser transformadas em palanques políticos. "Se eu quiser fazer política e comitê, eu faço na rua. Mas na igreja eu não faço. Em nenhuma igreja", declarou.
O presidente também solicitou o apoio das igrejas para implementar uma política de cuidado voltada à população idosa, que será proposta no próximo ano, caso ele seja reeleito. "Nós vamos precisar muito das igrejas no ano que vem", acrescentou.
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Jornalista especializado em Política




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