Projeto de lei prevê blindagem orçamentária e novas diretrizes para o setor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a sancionar, nesta terça-feira (29/9), o projeto de lei 2.951/2024, que atualiza o marco regulatório do seguro rural no Brasil.
O governo federal assegurou que as principais alterações propostas, como a proteção orçamentária da subvenção para as apólices e as orientações para estabelecer um fundo de cobertura suplementar às perdas agrícolas, serão preservadas na legislação.
No entanto, dois vetos estão sendo considerados pela equipe econômica, conforme apurado pela reportagem.
✨ O governo trabalha ainda em uma medida compensatória para tornar a despesa com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) obrigatória, evitando cortes e bloqueios.
De acordo com a proposta aprovada, a execução da subvenção será obrigatória, mas limitada ao valor estipulado pelo projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o Executivo encaminha ao Congresso.
Para 2027, por exemplo, está definido um total de R$ 1,2 bilhão. Em contraste, somente R$ 166,4 milhões foram investidos em 2026 até o momento, de um total de R$ 1,01 bilhão previsto.
Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário se manifestaram a favor da sanção total do projeto. Um dos principais pontos sob análise refere-se à possibilidade de o fundo complementar adquirir Letras de Risco de Seguro (LRS), bem como a manutenção da isenção tributária nas operações de seguro rural.
O Ministério da Agricultura, em nota técnica, enfatizou que a insuficiência orçamentária é um obstáculo crítico para o Programa de Subvenção, a qual, se resolvida, poderia aumentar a inclusão de produtores e diversificar a cobertura.
Nos bastidores, há um consenso de que um seguro rural forte pode prevenir renegociações de dívidas rurais, impactadas por eventos climáticos extremos, e melhora o acesso ao crédito rural.
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Jornalista especializado em Política

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