Mauro Vieira critica Milei por declarações agressivas sobre o Brasil
Chanceler se posiciona contra interferência argentina em assuntos internos

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, qualificou as declarações do presidente argentino Javier Milei como "ríspidas, grosseiras e inaceitáveis", reforçando que tais comentários constituem uma intervenção nos assuntos internos do Brasil.
Durante a convenção do Partido Liberal, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, Milei fez críticas agressivas ao governo brasileiro e a instituições nacionais, o que gerou descontentamento em Brasília.
✨ "As declarações foram críticas e de uma forma muito agressiva", afirmou Vieira.
Apesar da situação estar sendo considerada grave, Vieira afirmou que medidas drásticas, como a retirada de embaixadores, não serão tomadas imediatamente. Ele defendeu a necessidade de manter os canais de diálogo abertos e enfatizou que são necessárias explicações da Argentina sobre os comentários feitos por Milei em território brasileiro.
O governo brasileiro convocou o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para expressar a insatisfação com as falas de Milei e buscar justificativas sobre a postura do presidente argentino durante seu discurso.
"Nós precisamos de explicações do governo argentino: por que o presidente da Argentina veio ao território brasileiro fazer esse tipo de manifestação?", questionou Vieira.
Discurso de Javier Milei
Milei, durante seu discurso no evento do PL, criticou a posição do STF em relação à sua tentativa de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava detido na época. Ele fez comparações entre seu tratamento e o que considera injusto com relação a Lula, que recebeu dirigentes estrangeiros durante sua prisão.
Ele ainda afirmou que a América Latina está passando por uma transformação política, com uma onda de governos liberais substituindo administrações de esquerda, o que, segundo ele, o Brasil pode acompanhar.
Contexto
A convocação do embaixador argentino e as declarações de Vieira se dão em meio a uma crescente tensão nas relações bilaterais entre Brasil e Argentina após as recentes falas do presidente argentino.
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