Dario Durigan considera impossível alcançar ajuste de R$ 200 bilhões em um ano.

Na última sexta-feira, Dario Durigan, ministro da Fazenda, enfatizou que o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, busca um ajuste nas contas públicas sem ações drásticas, visando conter a crescente dívida pública para reduzir a taxa de juros e estimular a economia que enfrenta desaceleração.
Em entrevista ao Uol, Durigan argumentou que alcançar um ajuste de R$ 200 bilhões em um único ano é inviável. "Precisamos melhorar o fiscal, mas sem retrocesso. A meta de R$ 200 bilhões apresentada é insustentável", destacou ele, referindo-se aos planos da oposição.
✨ Analistas demonstram preocupações com a trajetória das contas públicas e pedem um ajuste fiscal mais forte, em virtude dos déficits fiscais persistentes que pressionam os juros e o endividamento público.
Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, propõe um ajuste mais acelerado, com cortes significativos nos gastos. O programa de Bolsonaro sugere um "tesouraço" e compromissos como equilíbrio fiscal e redução de impostos.
Os economistas permanecem céticos quanto à viabilidade de um ajuste rápido, dado o compromisso de manter programas sociais e evitar cortes em áreas críticas como saúde e educação.
Durigan reafirmou que, sob um quarto mandato de Lula, o governo visa um ajuste fiscal mais gradual, com expectativa de um superávit em 2027. A proposta do PT busca uma melhoria nas contas, reduzindo o déficit primário de 0,4% do PIB em 2026 para um superávit de 1,6% do PIB em 2030, conforme a estratégia delineada na campanha.
No entanto, a Instituição Fiscal Independente alerta que um superávit primário de 2,1% do PIB é necessário apenas para estabilizar a dívida pública, o que torna a tarefa ainda mais desafiadora em face das promessas de reajustes sociales.
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Jornalista especializado em Política




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