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política
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Ministro Flávio Dino amplia investigações sobre emendas irregulares

Relatório da CGU revela irregularidades em nove dos 15 municípios auditados

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 11:45
Ministro Flávio Dino amplia investigações sobre emendas irregulares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a ampliação das investigações da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades nas emendas parlamentares, após a CGU apresentar um relatório revelando falhas em diversas prefeituras.

A análise da CGU abrangeu 15 municípios e trouxe à tona que nove deles apresentaram irregularidades, como direcionamento de licitações e sobrepreço nos contratos, além de uma falta alarmante de transparência na gestão dos recursos.

Resultados da auditoria da CGU

A auditoria, que focou nas emendas Pix entre 2020 e 2024, revelou que 12 dos 15 municípios auditados tinham uma transparência inadequada e dificuldades em monitorar a execução dos recursos. Os problemas mais severos foram relacionados à falta de rastreabilidade e irregularidades nas contratações.

Nove dos 14 municípios analisados apresentaram algum tipo de irregularidade.

Emendas destinadas à saúde

Outro relatório, focado em emendas para saúde elaborado pelo Denasus, analisou R$ 53,3 milhões destinados a 48 municípios e indicou que, embora grande parte dos recursos tenha sido utilizada, ainda existem fragilidades na gestão e controle das despesas.

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Dino criticou a manutenção de cotas orçamentárias informais por ex-parlamentares, afirmando que isso é 'anômalo' e as emendas não devem ser tratadas como patrimônio privado dos congressistas.

Ações em resposta às irregularidades

Na última semana, Dino também ordenou o bloqueio de bens de investigados em relação ao desvio de emendas, incluindo figuras proeminentes como Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha. Essa ação faz parte da Operação Transparência, que visa desmascarar práticas irregulares no uso das emendas.

Dino reafirmou que o papel do STF consiste em fiscalizar a legalidade e constitucionalidade na execução das emendas, sem interferir nas decisões políticas de outros poderes.

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