Associação questiona decisão sobre suposta propaganda eleitoral em evento religioso.

A Associação Movimento Brasil Laico apresentou, nesta terça-feira (12), um recurso contestando a decisão do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, que decidiu arquivar uma denúncia sobre suposta propaganda eleitoral antecipada envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O caso refere-se à participação de Flávio em um evento da igreja Assembleia de Deus Belém, em São Paulo, realizado em abril. Durante a cerimônia, o bispo José Wellington Bezerra da Costa fez uma declaração que ligava o futuro político do senador a um desejo de ser presidente do Brasil.
✨ O arquivamento do caso foi justificado pelo procurador, alegando que a publicação do evento nas redes sociais de Flávio representa a promoção de uma atividade legítima.
Em resposta, a associação critica a visão do procurador, argumentando que o encontro não pode ser considerado isolado. Além disso, a entidade levanta preocupações sobre abuso de poder religioso e econômico, apontando que líderes religiosos influenciam um público que elas classificam como 'cativo e vulnerável espiritualmente'.
A presença de Flávio Bolsonaro no evento, junto à divulgação nas redes sociais, é vista pela associação como uma estratégia para mobilizar votos entre eleitores evangélicos.
A Associação Movimento Brasil Laico solicita a reabertura da investigação e o avanço das medidas legais pertinentes, que podem incluir ações por abuso de poder e propaganda antecipada.
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Jornalista especializado em Política




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