Gadi Eisenkot lidera articulação entre partidos contra governo atual.

O bloco opositor liderado pelo centrista Gadi Eisenkot anunciou, nesta terça-feira (3), a intenção de articular urgentemente um novo governo com o objetivo de destituir o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O encontro, que reuniu cinco partidos de oposição em um hotel em Herzliya, destacou as dificuldades enfrentadas em relação à participação dos deputados árabes na futura coalizão.
O cenário político é complicado: a base leal a Netanyahu detém 53 das 120 cadeiras do Knesset, sendo 27 do Likud. Por sua vez, a aliança de Eisenkot conquistou 48 assentos, enquanto os partidos árabes obtiveram 19, impulsionados pela rejeição à extrema-direita. Para obter a maioria necessária de 61 votos, a oposição precisa buscar uma aliança com os deputados árabes, que representam cerca de 20% da população.
✨ Eisenkot condicionou a negociação ao reconhecimento de Israel como Estado judeu e à classificação do Hamas como grupo terrorista, o que causa resistência entre algumas lideranças árabes. A questão tem dividido o bloco anti-Netanyahu.
Enquanto a ala direita da oposição, representada por Naftali Bennett e Avigdor Liberman, se opõe a qualquer acordo formal com partidos árabes, Yair Golan, da esquerda, argumenta a favor de uma aliança para combater o racismo e garantir estabilidade. Yousef Jabareen do lado árabe, pediu à oposição que reconheça a realidade política e trabalhe para derrotar Netanyahu. Mesmo com propostas de Netanyahu para um governo de união nacional, os adversários já descartaram negociar com ele.
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Jornalista especializado em Política




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