Polícia Civil de Pernambuco investiga uso inadequado de imagens de deputadas em reconhecimento fotográfico
Deputadas Erika Hilton e Duda Salabert denunciam discriminação após inclusão em álbum de suspeitos.

Duas deputadas federais, Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), estão sob um misto de indignação e surpresa após suas imagens serem usadas em um álbum de reconhecimento fotográfico relacionado à investigação de crimes pela Polícia Civil de Pernambuco.
Reações e providências
As parlamentares manifestaram suas preocupações em redes sociais e exigiram uma resposta da governadora Raquel Lyra e das autoridades judiciais envolvidas. Erika Hilton, em particular, questionou a razão da sua inclusão neste conjunto de fotos, com um tom de descontentamento.
"Caso considerado ‘inadmissível’ pela governadora Raquel Lyra, que anunciou a abertura de uma investigação pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.
✨ Preconceito e violência simbólica não serão tolerados em Pernambuco.
Esclarecimento sobre o caso
As deputadas apresentaram uma representação formal em face da situação junto à Corregedoria e ao Ministério Público, alegando violação de direitos e erro nos critérios de seleção das imagens.
Conforme detalhado no documento acessado pela CNN Brasil, as fotos foram apresentadas em um grupo restrito de seis imagens a uma vítima de roubo, especificamente em um incidente ocorrido em fevereiro de 2025. A Defensoria Pública destacou que a inclusão das deputadas não obedeceu a critérios técnicos, mas sim baseou-se em identidade de gênero e características raciais.
✨ O uso de estereótipos no reconhecimento fotográfico pode violar direitos constitucionais, como igualdade e dignidade.
Os representantes solicitam a nulidade do ato, considerando-o inválido para qualquer tipo de condenação futura. Além disso, foi feita uma comunicação sobre a utilização imprópria das imagens das deputadas, com a demanda de medidas legais pertinentes.
- 1Responsabilização dos envolvidos nas esferas administrativas, civis e penais.
- 2Revisão dos protocolos de reconhecimento para evitar discriminação.
A Polícia Civil de Pernambuco, por sua vez, declarou que uma investigação preliminar foi iniciada para explorar as alegações feitas e coletar os dados necessários para um processo administrativo. Em sua nota oficial, a corporação reafirmou seu compromisso com uma atuação ética e isenta de preconceitos.
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