Thiago Rangel é afastado pela Alerj após prisão em operação policial
Deputado estadual enfrenta investigação por fraudes na educação

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu afastar o deputado Thiago Rangel (Avante) após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência de sua prisão na semana passada durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura fraudes na Secretaria Estadual de Educação.
As investigações apontam para um esquema de desvio nas contratações de serviços e aquisição de materiais que beneficiavam empresas ligadas a uma organização criminosa. A Polícia Federal alega que Rangel exercia influência política sobre a Diretoria Regional Noroeste da Secretaria de Educação.
✨ O ministro Alexandre de Moraes foi responsável pela autorização da ação, ressaltando a ausência de imunidade parlamentar no caso, o que justifica a manutenção da prisão do deputado.
A decisão do STF foi unânime e implicou também na determinação de afastamento imediato de Rangel das suas funções. De acordo com a Alerj, todo o gabinete do parlamentar será destituído, e o Conselho de Ética iniciará um processo disciplinar para investigar os fatos.
Wellington José (União Brasil), suplente de Rangel, assumirá a sua cadeira. Vale lembrar que Rangel já manifestou apoio a outros parlamentares envolvidos em escândalos, como Rodrigo Bacellar, colega de partido que foi preso sob suspeita de vazamento de informações sigilosas.
Contexto
O afastamento de Thiago Rangel é um golpe na imagem da Alerj, em um período em que a confiança nas instituições públicas é crucial. O Estado do Rio de Janeiro enfrenta desafios constantes relacionados à corrupção.
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