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política
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Protesto de estudantes em SP termina em confronto com a PM

Ação policial deixa feridos em manifestação contra cortes nas universidades.

Carlos Silva11 de maio de 2026 às 20:15
Protesto de estudantes em SP termina em confronto com a PM

Um protesto coordenado por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nesta segunda-feira, 11, culminou em uma intervenção violenta da Polícia Militar.

Realizada em frente ao edifício da Reitoria da Unesp, a manifestação foi dispersada com gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes. O objetivo do ato era reunir o maior número possível de estudantes para pressionar pela realização de uma reunião com os reitores das instituições, que foi cancelada pela administração da Unesp.

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A medida foi adotada de forma preventiva, visando preservar a integridade de todos os participantes e assegurar condições apropriadas para futuras tratativas institucionais relativas à pauta unificada de reivindicações de 2026

Nota do Cruesp

Os estudantes exigem melhores condições de permanência na universidade, incluindo um aumento no valor das bolsas permanência e a reforma da moradia universitária. Além disso, pedem um reajuste orçamentário para as universidades estaduais sob a gestão do governo de Tarcísio de Freitas.

Cenas de violência surgem um dia após a expulsão de estudantes da USP de uma ocupação que durou três dias.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que continuará com a presença policial para garantir a ordem e a segurança do patrimônio, prometendo investigar eventuais denúncias de abusos durante a ação.

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Estávamos aqui de forma pacífica, lutando pelos nossos direitos. A reitoria acha que aumentar o auxílio em 27 reais vai fazer milagres

Estudante de engenharia da USP.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionou as autoridades competentes para investigar a conduta violenta da PM, enquanto a deputada estadual Mônica Seixas, também do PSOL, condenou a repressão contra os estudantes, questionando a eficácia de uma resposta violenta aos que defendem seus direitos.

Nesta segunda-feira, os estudantes do internato da Faculdade de Medicina da USP também se uniram à greve, paralisando atendimentos e atividades práticas nos hospitais universitários. A resistência é voltada especialmente contra o programa 'Experiência HCFMUSP na Prática', que permite a compra de estágios a preços altos para estudantes de universidades privadas, bem como a crítica ao desmonte do Hospital Universitário, que perdeu um terço de seu pessoal na última década.

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