Partido alega que recursos oriundos do exterior podem ter beneficiado campanha do PL.

O PT solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação referente a uma possível interferência estrangeira que poderia beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.
A ação foi protocolada sob a ADPF 1178, que está sob a relatoria do ministro Flávio Dino, a qual discute os limites da execução de decisões de autoridades estrangeiras no Brasil. O partido argumenta que esse entendimento deve ser aplicado ao contexto eleitoral, pedindo que a Polícia Federal investigue a origem de recursos e ações digitais que supostamente favoreceram a campanha do PL.
✨ Entre as alegações, o PT menciona a Rockbridge Network, uma organização política americana que conta com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, entre seus cofundadores.
A representação solicita esclarecimentos sobre possíveis vínculos da Rockbridge Network com a candidatura de Flávio e empresários brasileiros, bem como a existência de recursos destinados à campanha. O PT também destaca publicações pagas no X que promoviam Flávio em apostas eleitorais na plataforma Polymarket, que está bloqueada no Brasil desde abril.
Os anúncios observados indicam uma parceria paga, mas não especificam quem financiou as publicações. No mesmo dia, a campanha de Renan Santos, candidato do partido Missão, também recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo a Polymarket por alegações semelhantes de interferência estrangeira.
Além disso, o PT menciona conteúdos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento vinculados à plataforma Academia da Direita, que teria aproximações com o PL. O partido afirma ter encontrado documentários e produções comercializadas por fornecedores que aparecem na plataforma sem correspondência nas prestações de contas.
O partido requer que sejam analisados registros contábeis e financeiros para determinar a origem e o custeio desses materiais, uma vez que, se fornecidos gratuitamente, poderiam ser considerados doações de bens ou serviços.
Outra frente inclui uma ação do Lula e sua coligação no TSE contra Flávio e o candidato a vice, Alfredo Gaspar. As alegações envolvem o uso indevido de meios de comunicação e abuso de poder político e econômico através de contas no Instagram.
A Corte já pediu informações ao Facebook e à Shopee, além de determinar a preservação de dados das contas mencionadas na investigação. O PT também solicita que sejam apuradas ligações envolvendo a candidatura de Flávio e a atuação de seus aliados no exterior, incluindo o irmão, Eduardo Bolsonaro, que é um deputado federal cassado.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, a coligação pode solicitar a cassação dos registros de Flávio e Gaspar, além da inelegibilidade de ambos.
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Jornalista especializado em Política




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