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política
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Renan Santos defende propostas ousadas em sabatina em São Paulo

Candidato do Missão fala sobre governabilidade e críticas à elite política

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 12:40
Renan Santos defende propostas ousadas em sabatina em São Paulo

O candidato à presidência Renan Santos, representando o partido Missão, participou de uma sabatina organizada pelo G4 e 'O Antagonista' em São Paulo, onde enfrentou indagações sobre sua falta de experiência em administração pública significativa.

Santos defendeu sua experiência na recuperação de empresas endividadas antes de sua entrada na política e apresentou suas propostas, que incluem a diminuição do poder do Supremo Tribunal Federal e a fusão de municípios com baixo desempenho econômico.

Candidato critica bolsonarismo e petismo como 'duas faces da mesma moeda'.

Durante a sabatina, Renan Santos evitou fazer previsões sobre uma possível segunda rodada da eleição, reiterando sua intenção de participar do pleito. Ele categoricamente caracterizou as políticas do bolsonarismo e do petismo como semelhantes, enfatizando que ambas têm se focado em medidas eleitoreiras ao invés de reformas estruturais.

Santos também comentou sobre sua própria trajetória, revelando que já tomou decisões que desagradaram seu grupo político, e teceu críticas à elite política, descrevendo-a como dominada por interesses pessoais e troca de favores.

Em relação à governabilidade, o candidato ressaltou a importância das emendas parlamentares e sugeriu um modelo de vinculação entre o aumento das emendas e cortes em despesas obrigatórias. Ele frisou a necessidade de formar alianças amplas e não somente políticas, mas também com a sociedade civil ao assumir o poder.

Santos se comprometeu a reduzir os poderes do Supremo Tribunal Federal através de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e prometeu que futuras indicações ao STF terão um compromisso público de evitar a corrupção e a prática de favoritismos.

Propostas e opiniões sobre segurança pública

Sobre segurança pública, reafirmou sua perspectiva de 'prender ou matar', detalhando que aqueles que se entregam devem ser encarcerados, enquanto aqueles que reagem armados a uma abordagem policial assumem o risco de morte. Ele argumentou que deve haver uma posição clara em relação a estas situações.

Renan também defendeu um modelo penal voltado para as vítimas, questionando o foco excessivo em ressocialização que, segundo ele, prevalece desde a redemocratização.

Política externa e incentivos fiscais

Em suas considerações sobre política externa, o candidato posicionou o Brasil como um elo entre o Ocidente e o Sul Global, destacando as reservas nacionais de terras raras como um ativo estratégico para negociações tecnológicas com potências como Estados Unidos, China, União Europeia e Japão.

Santos propôs cortes significativos em incentivos fiscais, criticando a Zona Franca de Manaus e defendendo os subsídios ao agronegócio, que considera eficazes.

Ele ainda sugeriu uma reforma política através da fusão de pequenos municípios e a criação de indicadores de desempenho para prefeitos, com a proposta de inelegibilidade por oito anos para aqueles que não atingirem metas estabelecidas.

Para Santos, essa reforma seria a mais importante, embora menos popular, e atacaria diretamente as bases do Centrão, prometendo uma significativa transformação política caso seja eleito.

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