Rubio exclui Brasil de aliança com EUA em audiência no Senado
Declarações destacam tensão nas relações Brasil-EUA

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira que o Brasil não faz parte do grupo de nações que estão alinhadas aos interesses de Washington, durante uma audiência no Senado americano.
Enquanto discutia o panorama político na América Latina, Rubio ressaltou que os EUA mantêm uma vasta rede de governos parceiros na região. Contudo, ele listou várias exceções, mencionando especificamente o Brasil junto de Cuba, Nicarágua e Venezuela.
"Agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis, mais de uma dúzia, que se alinharam para trabalhar não apenas em questões de segurança, mas também em prosperidade econômica.
Rubio também fez menção ao presidente colombiano Gustavo Petro, considerando-o "problemático", mas reafirmou que, em geral, a região está cada vez mais alinhada com os interesses dos Estados Unidos.
✨ As declarações de Rubio acontecem no mesmo dia em que o USTR propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Contexto
A recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelo governo americano também gerou tensão em Brasília.
Essas declarações evidenciam o crescente descontentamento nas relações entre Brasil e EUA. Rubio, conhecido por sua postura dura em relação à América Latina durante a administração Trump, se reuniu recentemente com lideranças alinhadas com o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
O presidente Lula, em evento em Goiás, criticou Rubio, chamando-o de "anti-América Latina" e "inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos", em resposta à proposta de aumento de tarifas.
Em um acesso às redes sociais, o ex-presidente Donald Trump fez uma postagem elogiando o filho de Bolsonaro, Flávio, destacando sua visita ao Salão Oval e o chamando de "jovem inteligente que ama muito o Brasil".
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