A reforma autoritária na Nicarágua gera reações internacionais

Em um recente comunicado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, pediu aos aliados internacionais que cessem imediatamente todas as atividades 'como de costume' com o governo da Nicarágua, após a aprovação de uma controversa reforma constitucional.
A reforma, aprovada pelo Congresso nicaraguense na terça-feira (1º), proíbe a participação de partidos de oposição nas eleições e estende o mandato presidencial de seis para sete anos. Esta iniciativa já havia suscitado críticas contundentes por parte dos Estados Unidos e de vários países na América Latina.
✨ Diversos governos da região, incluindo Bolívia, Brasil e Chile, manifestaram-se contrários à reforma, enquanto o Panamá optou por retirar seu embaixador de Manágua.
"A reforma eleitoral é um ato para oficializar duas coisas que [o regime] perdeu: legitimidade e tempo
Chamorro, ex-candidato à presidência e crítico do regime, expressou sua indignação por meio das redes sociais, enquanto se encontra exilado nos Estados Unidos.
A proposta de reforma foi apoiada pela dupla presidencial Daniel Ortega e Rosario Murillo, e, segundo a legislação local, precisa passar por uma segunda votação em janeiro de 2026 para ser ratificada. Além de estender o mandato presidencial, a emenda também se aplica a outros cargos electivos e a líderes das forças armadas e da polícia.
Em um discurso anterior, Ortega já havia declarado que não haveria mais eleições na Nicarágua para evitar que a oposição reassumisse o poder.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Internacional

Três países se comprometem a aumentar a ajuda ao povo cubano

Votação histórica marca a primeira vez que o país é rejeitado

Acordo garante 65 bilhões de barris sem custos para contribuintes

Ministério da Justiça turco apresenta ordem internacional após ataque a ativistas