Senado pode votar PEC que elimina aposentadoria de servidores infratores
Proposta busca reforçar sanções a servidores públicos com infrações

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado brasileiro deverá se reunir nesta quarta-feira (8) para analisar a proposta de emenda à Constituição que visa acabar com a aposentadoria de servidores públicos que cometem infrações. Se aprovada, essa medida deve ter um impacto significativo nas normas de conduta desses profissionais.
A Proposta em Detalhes
Apresentado por Flávio Dino, atualmente ministro do STF, o texto tem tramitado desde 2024 e é relatado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Para sua aprovação na CCJ, são necessários dois turnos de votação com 3/5 dos senadores a favor, o que corresponde a 27 votos. É importante ressaltar que, com a exigência regimental do Senado, uma deliberação em segundo turno só poderá ocorrer após um intervalo de cinco dias úteis, o que pode adiar a finalização desse processo.
✨ A proposta pretende eliminar a aposentadoria compulsória como uma forma de penalizar militar, magistrados e membros do Ministério Público.
Embora o Exército não possua a aposentadoria compulsória, utiliza mecanismos alternativos, como a 'morte ficta' que trata a expulsão de um militar como se ele houvesse falecido, garantindo assim a pensão a seus dependentes. Curiosamente, a medida não se aplica a servidores dos poderes Legislativo ou Executivo, visto que eles não têm essa possibilidade atualmente.
Processo de Votação
A senadora Eliziane Gama já apresentou um relatório favorável à PEC, mas a votação foi interrompida devido a um pedido de vista por parte de alguns parlamentares, que solicitaram mais tempo para a análise detalhada do texto.
Flávio Dino descreveu a previsão da aposentadoria compulsória como 'inadequada', argumentando que isso compromete a moralidade administrativa e os direitos dos trabalhadores que contribuem para a previdência social. Segundo ele, aposentadorias devem ser um reconhecimento ao trabalho, não como uma penalidade.
Mudanças Recentes
Em entrevista recente, a relatora da proposta se referiu à PEC como uma 'vacina' contra a lentidão na remoção de magistrados de suas funções. Ao afirmar que a a agilidade é essencial, ela destacou que aprovar o relatório proposto significaria uma presteza maior nas respostas a infrações cometidas por juízes.
No último mês, o ministro Flávio Dino estabeleceu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve tratar a demissão de magistrados como a principal consequência para infrações, abandonando a aposentadoria compulsória como a sanção mais séria.
Contexto Adicional
Em 20 anos, 126 magistrados enfrentaram sanções que resultaram em aposentadoria compulsória. Antes de 2019, este era um recurso com respaldo constitucional, mas reformas recentes alteraram sua aplicabilidade.
A aposentadoria compulsória ainda é mencionada na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que regulamenta as responsabilidades dos juízes. Antes da nova decisão do ministro, procedimentos do CNJ seguiam as diretrizes da Loman, sem alterações.
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