Apenas 43,8% dos candidatos à reeleição conseguiram renovar mandato; aumento de votos não garante sucesso.

Na eleição realizada no último domingo (4), dos 32 senadores que se lançaram na disputa pela reeleição, apenas 14 conseguiram renovar seus mandatos, correspondendo a um índice de 43,8%.
Entre os que não foram reeleitos, houve casos de aumento no número de votos recebidos em comparação com a eleição anterior em 2018. Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Viana (PSD-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Esperidião Amin (PP-SC), Leila Barros (PDT-DF), Renan Calheiros (MDB-AL) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) somaram, juntos, 910.967 votos a mais, mas ainda assim não conseguiram se reeleger.
✨ Apenas um senador, Eduardo Braga (MDB-AM), dobrou a quantidade de votos recebidos, destacando-se entre os reeleitos.
A situação foi variada em diferentes estados, com senadores derrotados em várias correntes políticas. Em Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina, candidatos de centro-direita foram eleitos, enquanto Minas Gerais, Pará e Piauí escolheram candidatos de centro-esquerda.
A senadora Leila Barros, por exemplo, viu sua votação baixar para 46,7% do que obteve anteriormente, perdendo para Michelle Bolsonaro e Bia Kicis em uma disputa acirrada. Renan Calheiros também perdeu no Alagoas para Arthur Lira e Marina JHC.
Dos 11 senadores que conseguiram a reeleição, oito registraram um aumento no número de votos em relação à última eleição, sendo Carlos Portinho (PL-RJ) o único que não era cabeça da chapa em 2018. Por outro lado, senadores como Marcos do Val (Avante-ES) enfrentaram perdas drásticas, caindo de 863.359 votos para 167.900, resultando em uma redução de 80,6%.
Vários outros senadores conhecidos também não reelegeram, como Randolfe Rodrigues e Zenaide Maia, que enfrentaram quedas significativas em seus votos.
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Jornalista especializado em Política




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