Ministros ampliam condenação para três votos a zero

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na terça-feira (21), condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), ampliando o placar para 3 a 0.
Os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia se uniram ao voto do relator, Alexandre de Moraes, que destacou a gravidade dos ataques à reputação de Tabata. O julgamento é realizado de forma virtual, onde os ministros apenas depositam seus votos sem discussão.
Ao votar, Moraes impôs uma pena de um ano de detenção em regime aberto, além de uma multa correspondente a 39 dias, com cada dia fixa em dois salários mínimos. Ele argumentou que as declarações de Eduardo Bolsonaro configuraram um "fato ofensivo" à reputação de Tabata, insinuando beneficiamento ilícito através de um projeto de lei.
✨ O ex-parlamentar havia acusado Tabata de promover leis em benefício de Jorge Paulo Lemann, levantando questões sobre sua ética política.
Cármen Lúcia apoiou integralmente o voto de Moraes, levando o placar a dois votos a zero. A adesão de Flávio Dino garantiu a condenação a três votos. O ministro Cristiano Zanin ainda deve apresentar seu voto, com a expectativa de que o julgamento conclua até terça-feira (28).
A contenda remonta a 2021, quando Tabata processou Eduardo Bolsonaro após acusações de que ela teria favorecido Lemann com um projeto de lei que promovia a distribuição de absorventes em locais públicos. Em uma postagem polêmica, Eduardo insinuou que a deputada estava mais interessada em atender ao lobby do empresário do que em implementar benefícios reais.
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Jornalista especializado em Justiça

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