Voltar
política
2 min de leitura

STF Garante Voto Secreto nas Eleições Indiretas do Rio de Janeiro

Ministros também mantêm prazo de desincompatibilização de 24 horas para candidatos.

Fernanda Lima27 de março de 2026 às 15:50
STF Garante Voto Secreto nas Eleições Indiretas do Rio de Janeiro

Na última sexta-feira (27), o STF (Supremo Tribunal Federal) conseguiu formar uma maioria para assegurar a implementação do voto secreto nas eleições indiretas relacionadas ao mandato-tampão do estado do Rio de Janeiro.

Desincompatibilização de Candidatos

Os ministros decidiram, também, que o prazo para desincompatibilização de candidatos se manterá em 24 horas. Isso significa que os ocupantes de cargos públicos precisarão se afastar de suas funções antes de concorrer às eleições.

"

A votação secreta é essencial para preservar a integridade do processo eleitoral

Cármen Lúcia

A votação secreta nas eleições indiretas representa um avanço na transparência e na justiça do processo eleitoral.

Contexto Jurídico

O julgamento ocorre no formato virtual, onde os ministros não debatem, mas registram seus votos online para definir se referendam uma liminar do ministro Luiz Fux, que já havia suspenso partes de uma lei da Alerj a respeito das eleições de mandato-tampão.

Cármen Lúcia, a segunda a votar, expressou sua concordância com a manutenção do voto secreto, mas defendeu que o prazo de 24 horas era o suficiente para que candidatos deixassem suas funções públicas.

Os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin alinharam-se com essa visão, solidificando a maioria sobre o voto secreto e indireto.

Alexandre de Moraes, que votou a seguir, embora tenha sugerido a necessidade de uma votação direta, também apoiou o prazo de 24 horas para desincompatibilização, contribuindo para a maioria nesse aspecto.

Três ministros ainda devem registrar seus votos até a próxima segunda-feira (30).

Este julgamento ocorre pouco tempo após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter decidido pela inelegibilidade e cassação de Cláudio Castro, antigo governador, Thiago Pampolha, ex-vice, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, em decorrência da investigação de uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022.

A investigação revelou um esquema de contratações irregulares que resultou na utilização de aproximadamente 27 mil cargos temporários para favorecer a campanha de reeleição de Castro, utilizando cabos eleitorais.

Enquanto a eleição para o mandato-tampão não acontece, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro está assumindo a função de governador interinamente.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política