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política
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Supremo Decide Se Eleição para Mandato-tampão no Rio Será Indireta

Decisão contrasta com proposta de eleição direta de ministro Alexandre de Moraes e outros.

Fernanda Lima27 de março de 2026 às 15:50
Supremo Decide Se Eleição para Mandato-tampão no Rio Será Indireta

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em maioria que a escolha para um mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro ocorrerá de maneira indireta e através de voto secreto. Contrapondo essa decisão, uma minoria liderada por Alexandre de Moraes defendeu a realização de eleições diretas, onde a população poderia votar nas urnas.

Os ministros que votaram pela eleição indireta incluem o relator Luiz Fux, além de Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin. Por outro lado, Moraes foi apoiado por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin na defesa pela eleição direta. Moraes argumentou que 'a realização de eleições diretas concretiza princípios estruturantes da Constituição Federal'.

A decisão do STF ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral cassar os mandatos do ex-governador Cláudio Castro e do deputado presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar.

A nova eleição se faz necessária após a renúncia de Thiago Pampolha ao cargo de vice-governador para assumir uma posição no Tribunal de Contas do Estado. Com a impossibilidade dos primeiros na sucessão de Castro, o estado ficou sob o comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

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A renúncia de Castro caracteriza desvio de finalidade

Gilmar Mendes
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A eleição indireta não pode ser banalizada e deve ser objeto de interpretação restritiva

Flávio Dino

Contexto

O STF fixou um prazo de apenas 24 horas para que candidatos que desejem concorrer à eleição indireta deixem seus cargos, enquanto Fux propôs um intervalo de 180 dias.

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