TCU inicia investigação sobre financiamento da cinebiografia de Bolsonaro
Ministério Público solicita apuração de irregularidades no filme Dark Horse

O subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), apresentou nesta sexta-feira uma solicitação para apurar possíveis irregularidades no financiamento da cinebiografia Dark Horse, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cabe ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, decidir sobre a aceitação do pedido. O documento menciona suspeitas sobre o uso indireto de recursos públicos, além de ligações com o Banco Master e a possível ocultação da origem dos fundos destinados à produção.
✨ Investigações se concentram em valores que indicam possível lavagem de dinheiro.
Furtado fundamenta seu pedido em reportagens do Intercept Brasil, que destacaram diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre investimentos na produção, que supostamente totalizariam 24 milhões de dólares, dos quais ao menos 10,6 milhões já teriam sido transferidos via empresa Entre Investimentos.
As informações revelam contradições nas declarações dos envolvidos. Inicialmente, a produtora Go Up Entertainment e o deputado federal Mário Frias negaram a participação financeira de Vorcaro, mas Frias posteriormente afirmou que os recursos não foram diretamente do Banco Master, e sim de uma outra empresa.
Contexto
Informes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que a Entre Investimentos recebeu 160 milhões de reais de fundos associados ao banco de Vorcaro, com parte desses recursos vindo de operações sob investigação pela Polícia Federal.
Além disso, a estrutura empresarial da Go Up Entertainment está ligada à empresária Karina Gama, que teria recebido mais de 110 milhões em verbas públicas. O subprocurador defende que a magnitude dos valores exige uma investigação minuciosa para rastrear a origem e o destino dos recursos relacionados ao projeto.
Diante disso, a representação solicita ao TCU apurar possíveis incentivos fiscais, o uso de emendas parlamentares, investimentos de empresas associadas ao Banco Master e qualquer mecanismo de ocultação de recursos financeiros utilizados na produção do filme.
Além disso, Furtado pede ações junto à Receita Federal, Ancine, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários e Coaf.
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