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política
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Tereza Cristina confirma votação de projeto de dívidas rurais para 10 de maio

Senadora indica que ajustes no texto podem ser realizados antes da votação

Ricardo Alves02 de junho de 2026 às 14:45
Tereza Cristina confirma votação de projeto de dívidas rurais para 10 de maio

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) anunciou que a proposta de renegociação das dívidas rurais pode ser analisada pelo Senado na próxima terça-feira, dia 10 de maio. "Existe a perspectiva do dia 10 ele [o projeto] ser colocado em plenário", afirmou a parlamentar durante uma conversa com jornalistas no Congresso Nacional.

Embora a data ainda não tenha sido oficialmente confirmada, a senadora mencionou que já há um entendimento político para prosseguir com a votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC), já comunicou aos senadores que essa será a data a ser considerada para a apreciação da proposta pelo plenário.

A expectativa é que a votação ocorra em 10 de maio, após negociações com instituições financeiras.

Tereza Cristina também relatou que, durante reunião do dia 2 de maio, representantes do Banco do Brasil e do Bradesco reivindicaram ajustes no texto da proposta. "Recebemos a visita da presidente do Banco do Brasil e do presidente do Bradesco, solicitando algumas alterações no texto", disse a senadora.

As sugestões apresentadas serão encaminhadas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), responsável pela relatoria do projeto. "Vou passar as recomendações para o senador Renan e veremos se ele acata", comentou a parlamentar.

O projeto, denominado PL 5122/23, já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e prevê a renegociação de R$ 130 bilhões em dívidas do setor agrícola, totalizando mais de R$ 1,4 trilhão em passivos. O texto estipula taxas de juros entre 3,5% e 7,5% e abrange diversas modalidades de dívidas, incluindo Cédulas de Produto Rural (CPRs). Um ponto controverso é a inclusão do uso do Fundo Social do Pré-Sal para financiamento, sem um valor previamente definido.

Contexto

Recentemente, o governo apresentou uma Medida Provisória (MP) com uma proposta alternativa que, no entanto, foi rejeitada pelo Senado. Essa proposta mais restrita estabelecia juros entre 6% e 12% e não fazia uso do Fundo Social.

Apesar da pressão de senadores por uma votação rápida, o debate no plenário foi agendado para o dia 10 de maio, em função do feriado de Corpus Christi. O governo ainda considera a possibilidade de reapresentar a MP com eventuais ajustes para facilitar a negociação.

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