Tereza Cristina confirma votação de projeto de dívidas rurais para 10 de maio
Senadora indica que ajustes no texto podem ser realizados antes da votação

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) anunciou que a proposta de renegociação das dívidas rurais pode ser analisada pelo Senado na próxima terça-feira, dia 10 de maio. "Existe a perspectiva do dia 10 ele [o projeto] ser colocado em plenário", afirmou a parlamentar durante uma conversa com jornalistas no Congresso Nacional.
Embora a data ainda não tenha sido oficialmente confirmada, a senadora mencionou que já há um entendimento político para prosseguir com a votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC), já comunicou aos senadores que essa será a data a ser considerada para a apreciação da proposta pelo plenário.
✨ A expectativa é que a votação ocorra em 10 de maio, após negociações com instituições financeiras.
Tereza Cristina também relatou que, durante reunião do dia 2 de maio, representantes do Banco do Brasil e do Bradesco reivindicaram ajustes no texto da proposta. "Recebemos a visita da presidente do Banco do Brasil e do presidente do Bradesco, solicitando algumas alterações no texto", disse a senadora.
As sugestões apresentadas serão encaminhadas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), responsável pela relatoria do projeto. "Vou passar as recomendações para o senador Renan e veremos se ele acata", comentou a parlamentar.
O projeto, denominado PL 5122/23, já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e prevê a renegociação de R$ 130 bilhões em dívidas do setor agrícola, totalizando mais de R$ 1,4 trilhão em passivos. O texto estipula taxas de juros entre 3,5% e 7,5% e abrange diversas modalidades de dívidas, incluindo Cédulas de Produto Rural (CPRs). Um ponto controverso é a inclusão do uso do Fundo Social do Pré-Sal para financiamento, sem um valor previamente definido.
Contexto
Recentemente, o governo apresentou uma Medida Provisória (MP) com uma proposta alternativa que, no entanto, foi rejeitada pelo Senado. Essa proposta mais restrita estabelecia juros entre 6% e 12% e não fazia uso do Fundo Social.
Apesar da pressão de senadores por uma votação rápida, o debate no plenário foi agendado para o dia 10 de maio, em função do feriado de Corpus Christi. O governo ainda considera a possibilidade de reapresentar a MP com eventuais ajustes para facilitar a negociação.
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