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política
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Tereza Cristina pressiona governo por liberação de recursos ao agro

Senadora defende aumento do valor destinado para renegociação de dívidas do setor agrícola

João Pereira06 de maio de 2026 às 10:45
Tereza Cristina pressiona governo por liberação de recursos ao agro

A senadora Tereza Cristina, do Partido Progressista de Mato Grosso do Sul, reforçou a necessidade de pressionar o governo para liberar recursos do Fundo Social do Pré-Sal para ajudar na renegociação das dívidas do agronegócio.

Em um evento da Frente Parlamentar da Agricultura, realizado na terça-feira (5 de maio de 2026), ela afirmou que a proposta que tramita no Congresso, que prevê a destinação de até R$ 30 bilhões, não está sendo bem recebida pela bancada ruralista devido à resistência do Executivo.

A proposta visa oferecer crédito rural com juros reduzidos e prazos de até 15 anos.

Tereza Cristina criticou o Projeto de Lei 5.122 de 2023, que está sob a relatoria de Renan Calheiros, argumentando que o projeto não atende adequadamente à crise enfrentada pelo setor agrícola, sugerindo que um valor maior deve ser alocado.

A senadora mencionou que outra proposta está sendo discutida no Senado, mas alertou que, se não houver um consenso com o governo, a votação poderá ocorrer na próxima semana.

Ela destacou que a recente alta nos preços do petróleo cria uma oportunidade fiscal que poderia facilitar essa medida. Segundo ela, "o aumento da receita do pré-sal será significativo devido à elevação no preço do barril de petróleo este ano".

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"O governo tem de onde tirar recursos. É uma questão de vontade política".

A senadora também sinalizou que o setor agrícola enfrenta uma "tempestade perfeita", marcada pelo aumento nos custos, a queda nos preços das commodities, dificuldades de obter crédito e problemas climáticos.

Sem uma solução rápida, pode haver um comprometimento na plantação da próxima safra, impactando a produção e os preços dos alimentos.

Em reuniões realizadas na segunda-feira (4 de maio de 2026) com os ministros da Agricultura, André de Paula, e da Fazenda, Dario Durigan, Tereza Cristina expôs as preocupações do setor, enfatizando a necessidade de uma resposta imediata para evitar um aumento futuro no custo da renegociação.

Ela concluiu pedindo que o governo priorize a questão, considerando os impactos diretos na segurança alimentar e na economia nacional.

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