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política
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UE suspende importação de carne brasileira por questões de controle sanitário

Decisão afeta bilionária indústria de carnes do Brasil em meio a controvérsias sobre antimicrobianos.

Ricardo Alves08 de junho de 2026 às 09:25
UE suspende importação de carne brasileira por questões de controle sanitário

A União Europeia decidiu suspender, a partir de setembro, a importação de produtos de origem animal do Brasil, gerando preocupação nas autoridades e no setor produtivo. Essa medida resulta de uma longa disputa entre Brasília e Bruxelas, centrada no uso de antimicrobianos na produção animal.

Embora a decisão não esteja relacionada a contaminação ou problemas sanitários, a polêmica repousa no uso de substâncias para prevenir doenças em rebanhos, que também podem estimular o crescimento dos animais. A UE tem adotado regras mais rígidas, argumentando que o uso excessivo desses medicamentos alimenta a resistência bacteriana, um risco à saúde pública.

Contexto da Suspensão

Outros países exportadores à UE precisam comprovar que atendem exigências rigorosas no controle das substâncias. A Comissão Europeia constatou que o Brasil não forneceu garantias suficientes de cumprimento das normas, resultando na sua exclusão da lista de exportadores autorizados de carne bovina, de aves, pescado, entre outros.

O veto abrange produtos que geram cerca de 1,8 bilhão de dólares anualmente para o Brasil.

A questão central envolve a capacidade do governo brasileiro em demonstrar, através de fiscalização e rastreabilidade, que os padrões europeus são seguidos em toda a cadeia produtiva. As autoridades europeias afirmam que há uma falta de informações adequadas para garantir esse controle.

Em resposta, o governo Lula contesta a avaliação da UE, alegando que já haviam sido enviados documentos e dados técnicos. Nos últimos dias, técnicos do Ministério da Agricultura dialogaram com a área de saúde da UE para elucidar as questões apresentadas.

Estratégia Brasileira

O Brasil agora busca reverter a decisão até 3 de setembro, tentando convencer os europeus de que seus mecanismos de controle atendem aos requisitos do bloco. O Itamaraty intensificou as negociações sobre o assunto, com o apoio de entidades do setor produtivo que argumentam que o Brasil possui relevante sistema de inspeção sanitária.

Representantes da indústria de carne afirmam que a proibição não está ligada a problemas nos produtos, mas sim à aceitação dos métodos brasileiros de fiscalização e certificação.

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