Estudo revela crescimento de diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos, impulsionando novas recomendações de rastreamento.

O câncer de intestino está entre os tipos de tumor mais comuns no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o país deve registrar cerca de 54 mil novos casos por ano.
A doença é mais frequente após os 50 anos, mas um dado que preocupa especialistas é o aumento dos diagnósticos em pessoas mais jovens. Um estudo publicado na revista científica BMJ Oncology revela que, entre 1990 e 2019, o número de novos casos de câncer em indivíduos com menos de 50 anos cresceu cerca de 79% em todo o mundo.
O câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto, é um dos tipos que mais despertam atenção nesse cenário. Essa realidade levou sociedades médicas a revisarem suas recomendações. A American Cancer Society, por exemplo, sugere que pessoas sem sintomas e com risco habitual comecem o rastreamento do câncer colorretal aos 45 anos.
✨ No Brasil, as orientações variam de acordo com as diretrizes e o perfil de risco de cada paciente.
Para o gastroenterologista Dr. Renato Riccio, do dr.consulta, a colonoscopia é um exame que não apenas examina o intestino por dentro, mas também possibilita a remoção de pólipos, pequenas lesões que podem se transformar em câncer ao longo do tempo. Apesar de seus benefícios, muitos ainda adiam o procedimento devido a receios ou desinformação.
A colonoscopia é realizada em um ambiente ambulatorial, geralmente com sedação leve. Durante o exame, um tubo fino e flexível é introduzido pelo ânus, inflando o intestino com gás para melhor visualização. O processo dura entre 20 a 60 minutos, após o qual o paciente é monitorado até sua total recuperação.
Esse exame é capaz de identificar pólipos, inflamações, câncer colorretal em estágios iniciais, além de hemorragias e alterações no revestimento da mucosa intestinal. Para pacientes com histórico familiar, a triagem pode começar mais cedo, geralmente aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico de um parente próximo.
Quando detectadas, biópsias e remoções de pólipos podem ser realizadas durante a colonoscopia, reduzindo significativamente a incidência de câncer. Cânceres diagnosticados em estágios iniciais têm mais de 90% de chance de cura com tratamento adequado, tornando a colonoscopia o padrão-ouro na prevenção do câncer de intestino.
Para garantir a eficácia do exame, é essencial preparar-se adequadamente, com uma dieta leve e fácil digestão, uso de laxantes, hidratação com líquidos claros no dia anterior e jejum absoluto antes do procedimento.
O Dr. Renato Riccio ressalta que, além do exame, práticas saudáveis e acompanhamento médico são essenciais na prevenção do câncer colorretal. Ele enfatiza a importância de não ignorar os sinais do corpo e de buscar apoio profissional.
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