Estudo revela que infecções estão ligadas a milhões de casos de câncer em 2024.

A incidência de câncer tem demonstrado um aumento significativo em todo o mundo, com aproximadamente 20 milhões de casos registrados em 2024. As projeções para 2050 indicam que esse número pode subir para 35 milhões, em parte devido ao envelhecimento da população.
Pesquisas realizadas há décadas mostram que determinados agentes infecciosos são responsáveis por uma parte significativa das ocorrências de câncer, especialmente entre as causas que podem ser prevenidas. Estes agentes constituem uma preocupação de saúde pública relevante, pois afetam mulheres em 141 países e homens em 58.
✨ Cerca de 12% dos casos nas estatísticas globais de câncer, aproximadamente 2 a 3 milhões, foram causados por infecções em 2024.
Agentes como Helicobacter pylori, vírus da hepatite B (HBV) e HPV foram destacados pela International Agency for Research on Cancer (IARC) como pertencentes ao Grupo 1, apresentando evidências suficientes de atividade carcinogênica em humanos. Estudos apontam que Helicobacter pylori causou aproximadamente 760 mil casos de câncer, seguido pelo HPV com 750 mil, e o vírus da hepatite B com 360 mil casos.
A maioria dos cânceres relacionados a H. pylori se concentra no corpo e fundo do estômago, enquanto os associados ao HPV ocorrem principalmente em regiões como o colo do útero, pênis e cavidade oral. Os cânceres hepáticos associados aos vírus da hepatite B e C também têm se mostrado alarmantes, gerando altas taxas de mortalidade.
Em relação à distribuição geográfica, aproximadamente 75% dos cânceres atribuídos a agentes infecciosos ocorreram em países de baixa e média renda, com uma prevalência elevada na Ásia Oriental e países da região subsaariana. Estratégias de rastreamento e tratamento, como a endoscopia, são utilizadas em países como Japão e Coreia do Sul, embora os custos ainda representem uma barreira significativa.
Com base nos subtipos, o HPV16 e HPV18 são responsáveis por três quartos dos casos de câncer relacionados ao vírus. A vacinação antes do início da vida sexual é uma das principais estratégias de prevenção, embora sua implementação enfrente desafios, especialmente em países menos desenvolvidos.
A OMS tem promovido iniciativas para a imunização neonatal contra o HBV, além da disponibilização de serviços de teste e tratamento para a hepatite. No entanto, a situação do EBV e a prevenção do sarcoma de Kaposi, ligado ao HIV, ainda requerem atenção, principalmente em países com alta prevalência da doença.
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