Dicas de especialistas sobre como integrar a corrida de forma segura.

A corrida se firmou como uma das atividades físicas mais populares no Brasil, promovendo saúde cardiovascular e bem-estar. Contudo, para mulheres diagnosticadas com lipedema, surgem questões sobre a viabilidade desse exercício, especialmente no que diz respeito ao controle dos sintomas.
A fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto observa que a decisão de correr não é simples e depende de diversos fatores, incluindo o estágio da doença e o histórico de atividades da paciente. "O movimento é parte importante do tratamento, mas um exercício intenso como a corrida pode não ser o ideal para quem está começando ou com sintomas ativos", alerta.
O lipedema caracteriza-se pelo acúmulo anormal de gordura, especialmente nas pernas, e pode trazer desconfortos significativos, como dor e inchaço. Embora a atividade física seja recomendada, ela deve ser praticada com cautela, evitando impactos excessivos que possam agravar os sintomas.
✨ Modalidades de impacto podem ser desaconselháveis para iniciantes que ainda não estão adaptados.
Dra. Milazzotto enfatiza que, enquanto algumas mulheres que já possuem um condicionamento físico adequado podem incluir corrida em suas rotinas, as iniciantes deveriam considerar uns passos prévios. Caminhadas, treinamentos aquáticos e musculação leve são sugeridos como alternativas que ajudam na construção muscular e na melhora da circulação sem causar lesões.
Para aquelas que já praticam e não sentem agravamento dos sintomas, a corrida pode ser mantida. No entanto, a reavaliação contínua é essencial. Mudanças na frequência, intensidade e tipos de atividades podem ser necessárias caso haja aumento da dor ou sensação de peso nas pernas, explica a fisioterapeuta.
""Não existe uma abordagem padronizada. Cada corpo precisa ser tratado de forma única e ouvida suas necessidades. A corrida não é um inimigo; é sobre saber quando e como praticá-la."
Lipedema é uma condição crônica que provoca a distribuição desigual de gordura no corpo, sendo mais comum em mulheres. O tratamento inclui terapia física, mudança nos estilos de vida e, em alguns casos, procedimentos médicos.
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