Medicamento injetável pode ser incorporado ao SUS para ampliar a cobertura da PrEP.

Um estudo realizado pela Fiocruz apresentou resultados promissores com a utilização do cabotegravir (CAB-LA), um medicamento injetável que demonstra eficácia na prevenção do HIV e que pode ser incluído no Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa, publicada na revista científica Lancet, indica que a utilização do cabotegravir resultou em uma redução significativa na incidência do HIV, além de um aumento na cobertura da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Atualmente, a PrEP está disponível no Brasil através de duas modalidades: a diária e a sob demanda.
✨ Comprovou-se que o uso do cabotegravir leva a uma proteção de 90,8% dos dias no grupo que recebeu o medicamento.
O estudo foi realizado em 14 unidades do SUS em diversas cidades brasileiras e envolveu quase 3.100 participantes, entre homens cisgêneros e pessoas não-binárias com idades entre 18 e 30 anos. Os resultados mostraram uma incidência de HIV de 0,2 por 100 pessoas no grupo que utilizou o CAB-LA, comparado a 0,87/100 e 1,48/100 nos grupos que optaram pela PrEP oral.
Apesar da eficácia do cabotegravir, o estudo ainda aponta barreiras sociais como discriminação racial e desigualdade educacional, que podem impactar o tratamento e a continuidade do acompanhamento clínico. A pesquisa enfatiza a necessidade de políticas de acolhimento para populações vulneráveis.
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Jornalista especializado em Saúde

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